sexta-feira, 11 de julho de 2014

Seu Livro Pronto - Produção Editorial

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Publique o seu Livro!



Você já conhece a Seu.Livro.Pronto - Produção Editorial? 



Voltada para os autores iniciantes, ela tem como Missão facilitar o processo de transformação dos textos de novos escritores em publicações profissionais e atraentes.

Para isso, desenvolve e coordena projetos editoriais nas mídias impressa e digital, em todos os seus estágios. Define os aspectos visuais da futura publicação, desde o tamanho e o tipo das letras até a organização dos textos, ilustrações e fotografias pelas páginas (miolo) e capas. 

Gerencia a diagramação do texto para o formato e-book (miolo e capa), ou para a impressão de exemplares físicos, escolhendo o tipo de papel, a tinta e a forma de impressão. Seleciona fornecedores, levanta custos e acompanha o produto na gráfica.



Elimina os erros de informação e de grafia realizando a Revisão do Texto original da obra. Oferece o serviço de Leitura Crítica, apontando os pontos fortes e fracos da história; obtém o número ISBN da obra; cria o código de barras, a Ficha Catalográfica...

Enfim, cuida de tudo para que o autor se preocupe apenas em escrever sua história.

Conheça mais visitando a Fanpage e o site da produtora:


http://www.seulivropronto.com



Publique seu Livro e seja IMORTAL!


domingo, 25 de agosto de 2013

Estreia na Bienal do Livro (RJ)...

Este ano, na Bienal do Livro (16ª edição) no Riocentro (à partir de 29 de Agosto),  haverá a estreia do Salão de Negócios. Servirá para atender a uma demanda do mercado editorial brasileiro. O espaço seguirá a tendência registrada nas feiras de livro internacionais e reunirá agentes literários e profissionais do livro de diversas partes do mundo.




A Seu.Livro.Pronto estará presente!

Falando nisso... Conheça o novo site da produtora, acessando:

http://www.seulivropronto.com

Nos vemos lá!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sobre Francisco...

Saindo um pouco dos temas normalmente abordados por aqui, no blog -- provavelmente efeito de sua visita à cidade! -- hoje vou escrever algumas linhas sobre o interessante "zum-zum-zum" gerado pela declaração que o Papa Francisco fez, já no retorno à Roma, sobre os gays; confirmando, pelo menos para mim, este sentimento que, notoriamente, vem tomando conta de todos que, de alguma forma, fazem/fizeram contato com Francisco.


Tendo participado ativamente, como voluntário, desta já saudosa JMJ, posso afirmar que, também de alguma forma, todos que se permitiram ter este contato com ele, independentemente de credo, cor, condição social e/ou grau de religiosidade, sentiram "algo de diferente no ar". 
 Algo que vai além de carisma, simpatia... Em conversas por aqui durante esta Jornada, tanto faladas quanto ouvidas, tive a chance de perceber este "algo a mais" pairando em uníssono sobre a plenitude dos coadjuvantes. 
Testemunhos, muitas das vezes sem qualquer ligação com o Catolicismo, de pessoas que sentiram "alguma coisa de diferente" nestes já idos dias. Espíritas, ateus, gays, protestantes, vadias... Todos com alguma coisa em comum, além de uma súbita simpatia por Francisco. 
E esta "alguma coisa em comum" é exatamente o que de mais surpreendente desponta deste novo Papa em seu tratamento, direto ou indireto, com todas estas pessoas... 
E é exatamente isto. Francisco trata, a todos, como PESSOAS.


Caberia aqui uma longa análise morfológica, etimológica, ou até mesmo da sintaxe de seus sempre serenos e diretos discursos. Contudo, vou "ater-me" a um dos inúmeros comentários escutados nestes já saudosos dias... Que dizia algo à respeito deste Papa vir, quase que espantosamente, suprir um vazio coletivo existente em algum lugar do mais íntimo de nosso interior... 
Como se Francisco conseguisse, "milagrosamente", preencher os anseios quase utópicos dos corações de todas as pessoas, encaixando-se perfeitamente no buraco deixado em nosso peito pelos atuais governantes, chefes, líderes, e por todos aqueles que deveriam ser e dar exemplos de integridade com suas vidas e poderes por nós mesmos atribuídos, mas que tão distantes disso estão. Francisco vem suprir este "desejo oculto", (quase!) utópico, que existe dentro de cada um de nós, ecoando como um gigantesco e silencioso grito dentro de nossos corações, querendo finalmente explodir na direção de um tão esperado vislumbre de autenticidade, de concretude, de dignidade. 
Antes de mais nada, Francisco é, e mostra-se, como uma PESSOA. E é um líder tão "especial" aos olhos e corações de todos exatamente por saber que um líder, antes de mais nada, "lida" com PESSOAS. Francisco olha nos olhos, escuta o coração das PESSOAS e sente com a própria alma. Não fica sentado, num trono de ouro, esperando por elas; este Papa vai de encontro às PESSOAS, ele dá o exemplo de como todos devemos fazer para sermos verdadeiramente felizes e completos! Ele não dita regras, normas...
 Ele mostra como se faz; ele as vivencia! 



 Assim como a crença cristã nos diz que Deus enviou Seu Filho para nos salvar, para indicar (ser) O Caminho para a plenitude da vida, Francisco também vem em nosso encontro, entregando-se/entregando-nos, PESSOALMENTE, o convite para esta verdadeira festa que é praticar o Bem a outrem; doar-se ao próximo, sair de si mesmo para encontrar-se e reconhecer-se, em plenitude, no outro. 
 Este Papa tem o "poder" de trazer à tona o que há de melhor em cada um de nós; de nos mostrar que é possível sim transformarmos em realidade o ideal; que é bom ser bom; que ele é gente como a gente, e que, assim como ele, também nós podemos ir... Ir de encontro às necessidades de quem mais precisar, sempre com respeito pela PESSOA humana e sua diversidade, sem medo de sermos, verdadeiramente, "gays". 

  (do latim tardio gaiu, pelo francês gui e pelo inglês gay = "alegre, jovial")


  Paz e Bem!

sábado, 8 de junho de 2013

Para os editores cariocas...


Empreendedorismo editorial é tema de curso no Rio


A Estação das Letras promove à partir de hoje o curso “Empreendedorismo Editorial”. Voltado para novos livreiros e editores (a Seu.Livro.Pronto estará presente!), o curso irá ensinar como comercializar livros impressos e digitais, tipos de negócios e canais de comercialização; eBooks, ePub, Interactive Books... A ministrante será a Profa. Elisângela Alves – Mestre em Livro, Leitura e Novas Mídias pela PUC-Rio, especialista em Literatura e Mercado.


Estação das Letras:

R. Marquês de Abrantes 107/108 – Flamengo/ RJ

Datas: 08, 15 e 22 de junho (Sábados) de 10 às 14h


Investimento: R$ 550 (à vista) ou 2 X R$ 300




domingo, 20 de janeiro de 2013

As fábulas foram banidas...

por Ricardo Gnecco Falco

Terminando este ciclo de posts sobre o curso "O escritor e o mercado editorial - Caminhos para a publicação", organizado pela Estação das Letras aqui no Rio de Janeiro, foi a vez de conhecer um pouquinho sobre a Manati Produções Editoriais e sua editora chefe, a Bia Hetzel.
Muito atenciosa e simpática, brindou a todos os participantes (uma sala completamente lotada no andar de cima da livraria, no Flamengo) com vários exemplares de obras da editora, especializada em belíssimos livos (de muito sucesso!) destinados para crianças e jovens, além de abrilhantar-nos com a presença de sua fiel escudeira, e responsável pelas ilustrações de grande parte das obras que tínhamos em mãos, a designer Mariana Massarani.
Contou-nos sobre o histórico da editora e de sua vida, e logo transformou em redundância o início desta frase... Depois, deixou bastante espaço para as dúvidas e perguntas dos aspirantes a escritores e editores que populavam a última das 3 aulas definidas.
Lembrou e deixou no ar a reflexão referente a esta atual onda do "politicamente correto", como a polêmica à respeito de obras de autores como Monteiro Lobado. Disse que os livros para crianças não podem mais ser "moralistas", no sentido de não poderem mais possuir uma "moral da história" (vide editais do governo), tão importante para o público leitor ao qual a maior parte de seus livros é destinada. 

Valores morais (benignos e necessários às crianças) sendo confundidos com preconceitos (no sentido de preconceituosos).

Destaco que o mais interessante, sempre que temos a oportunidade de conhecer o humano por trás da "marca" (empresa), a pessoa física por trás da pessoa jurídica, é podermos exatamente "re"conhecer esse lado humano; perceber a paixão que sempre (e)leva a arte do que fazemos a um grau impensado de destaque; ao belo...
Realmente, fazer o que gostamos de fazer não é para qualquer um. É somente para os melhores; que, como na propaganda do antigo biscoito, são melhores porque fazem o que gostam ou fazem o que gostam porque são melhores? 
Bonito conhecer a história deste reconhecimento... Na figura de uma senhorinha em uma palestra dada para "burros velhos", na concepção da própria senhora, do interior paulista, onde idosos analfabetos decidiram, após tanto tempo e contrariando tantas prerrogativas, criar uma cooperativa para aprenderem a ler e a escrever. 
Fiquei imaginando a cena, como se a mesma aparecesse entre as muitas daquelas ilustrações dos livros que tinha em mãos... 
A velhinha chegando até a dona da editora após a palestra... A chamando num canto... E dizendo que ela, a criadora daquele(s) produto(s), não fazia a menor ideia do quanto que os mesmos representavam para aquela faixa esquecida da população de nosso país, para a qual aqueles livros, definitivamente, também não haviam sido designados... 
Livros de letras grandes, figuras grandes... Ótimos para "burros velhos" como aqueles, com muita dificuldade para enxergar as letrinhas pequeninas dos outros livros... E que, portanto, usavam aqueles livros ali; os mesmos que tinha então em mãos, para finalmente conseguirem realizar aquele grande sonho.
Livros e sonhos... Vida e arte... 
E as fábulas... Assim como a vida, sempre com os seus próprios mistérios...


Paz e Bem!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Mercado Editorial hoje - Uma enorme bolha, prestes a estourar!


Dando continuidade ao post de ontem, sobre as aulas que estou tendo o prazer de assistir, aqui na Estação das Letras, no Flamengo, hoje foi a vez de conhecer Júlio Silveira, dono da Ímã Editorial e o responsável pela parte "digital" da ementa deste curso; uma enorme (e confusa) trilha que se estende diante (atrás, acima, abaixo...) do escritor que deseja entrar (logar?, plugar? ... ???) no atual Mercado Editorial (em nível mundial).
Foi uma verdadeira aula dinâmica, abrangendo desde os tempos medievais (como em "O Nome da Rosa"), passando pela Revolução Industrial e chegando até os dias atuais, numa Pós-Modernidade muito provavelmente já Pré-Revolucionária novamente... (!!!)
Como não poderia deixar de ser, o editor (e também contista! - eu não sabia!) já iniciou sua aula nos deliciando com uma apresentação gráfica, contendo todo este passeio histórico acima descrito, sempre enfatizando a tríade ESCRITOR - VEÍCULO/PROCESSOS - LEITOR, em cada uma destas "Eras". 
O mais interessante foi poder constatar que toda aquela história aprendida na faculdade (e lá se vão 15 anos, como estou velho!) de Comunicação Social (Jornalismo) sobre EMISSOR - RUÍDO - RECEPTOR pode ser perfeitamente encaixada com a tríade apresentada pelo Júlio hoje... E digo mais, nunca a palavra "RUÍDO" fez tanto sentido como nos tempos atuais, restringindo o quesito MENSAGEM (Emissor X Receptor) ao mundo do livro, apenas (o Mercado Editorial).

"Vivemos uma enorme bolha, prestes a estourar! E o que é pior... Não temos a menor noção de onde tudo isso vai parar (ou continuar)".

O fato é que não se sabe bem quando ou como (no sentido de para onde, ou até onde irá). Mas o Mercado Editorial, da forma que o conhecemos hoje, cedo ou "menos cedo", irá acabar. E o mais legal é que nada disto possui um sentido tenebroso, nem aquele tom Nostradamus apocalíptico catastrófico. Nem para o escritor e tampouco para os editores e editoras. Pelo menos não para os que não se trancarem em seus castelos (editores E/OU escritores).
A própria figura do leitor está em transmutação. Mudando gradualmente da mesma forma que os demais (escritores/editores/veículos). Foi interessante a reflexão feita em sala sobre o início da Era da TV, quando a mesma nada mais era do que um rádio com imagens, ligadas enquanto as donas de casa passavam suas roupas, num canto, apenas ouvindo as notícias. A programação, os formatos dos programas e tal... Tudo levou um tempo para deixar de ter aquela "cara" de rádio, até que as pessoas se acostumassem com as imagens e as possibilidades que aquele novo veículo trazia. Não seria hoje o mesmo que acontece com o (des)necessário "efeito de virar de página" dos e-readers e suas estantes virtuais "de madeira"? (rs!) Estamos, pois, nesta mesmíssima fase de transição... Real X Virtual. Nos acostumando...
E então nos foi dado, como "boa notícia", as inúmeras novas ferramentas disponibilizadas virtualmente. Verdadeiras pontes que aproximam cada vez mais o escritor de seus leitores. A facilidade da autopublicação, impressão por demanda, o ganancioso "convite" das Gigantes (Amazon e cia.)... Tudo isso colocando o seu texto, a sua mensagem, já embaladinha, formatadinha e arrumadinha, no exato nicho a qual a mesma pertença.
Como...?
Através das redes sociais, amigos... Ah, essas benditas redes sociais... Não se sabe para onde tudo isso vai, mas tudo isso está passando, neste exato momento, por estas benditas redes sociais... 

Inclusive, a própria forma de se contar uma história.

"Só" fui descobrir hoje (reparem como o "só" está entre aspas, caso você também venha a descobrir "só" agora, lendo aqui o que irei escrever) que o livro de maior sucesso do Universo em vendas, o famoso "50 Tons de Cinza", só existe por causa daquela - também famosa - saga vampiresca (Crepúsculo). 
"Só" hoje fui saber que a escritora deste campeão erótico de vendas
para moças de família só existe também porque existem as redes sociais. 
E "só" fui saber hoje também que o tal best seller nada mais é do que a própria Saga Crepúsculo.

Sim, isso mesmo... Só que numa versão, digamos... Mais hardcore.

"Só" hoje (meu Deus, como estou atrasado!!!) descobri que a autora da Saga Crepúsculo, por ser religiosa (Mórmon), não podia/pôde/quis escrever as - tão entaladas na garganta de seus leitores! - cenas de sexo entre a Bella e suas duas feras. Por isso a tal Saga é tão repleta desta tensão sexual, reprimida pelo menos até o casamento das personagens principais.

"Só" hoje (nããããããããão!!!) fui saber que, indignados, os leitores da Saga Assexuada, pelo mundo todo, se uniram - através destas benditas redes sociais - e começaram a dar seus "pitacos" aqui e acolá. 
Começaram a discutir sobre isto. 
Começaram a ESCREVER sobre isto... 
Escreveram, inclusive, as cenas que a própria autora do livro não podia/pôde/quis escrever!
Isso mesmo, seus atrasados... Caso vocês não saibam, foi um tal de vampiro sugando muito mais do que sangue, adolescente virgem sodomizando lobisomem, lobisomem mordendo vampiro... Uma loucura!!!
E eu NÃO soube dessa festança (crescente!) que acontecia nas benditas redes sociais! 

"Só" hoje é que fui descobrir que, dentre estes sacaninhas grupos de indignados leitores(as) de Crepúsculo, despontou a tal  autora do 50 Tons de Cinza que, também sob os "pitacos" de seus sacanas coleguinhas de grupo, a encorajaram a fazer um (ôpa!) troca-troca naquelas aguadas personagens da Saga. 
 E, assim, conforme "só" hoje fui saber, surgiu o 50 Tons de Cinza, que eu não li mais que, se você reparar bem, tem um CEO (bem) esquisitão de uma multinacional no lugar de um (hmm...) vampiro. Tem uma "inocente donzela" no lugar de Bella. E por aí vai...

Ou seja...

A autora pegou a propaganda da Sandy vendendo Toddynho e transformou na Alinne Moraes vendendo Devassa.

Tudo isso para dizer, leitor, que nesta enorme bolha prestes a explodir, está contido também o ESCRITOR, no formato tradicional que conhecemos e, consequentemente, a própria ESCRITURA(ato de escrever) dos livros do futuro.
Por que o livro só pode contar uma história? Por que não contar uma versão diferente para CADA NICHO de seu público? Por que o Edward não pode se chamar Christian? Ou ainda, porque o próprio leitor não pode mudar aquela parte; tirar esta; acrescentar uma outra; misturar com o que ele quiser/fizer/tiver?
E, por último...

Por que eu "só" fui saber de tudo isso HOJE!?!



;)

Abrax,

Paz e Bem!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"Uma Editora não é uma ONG"!



Assisti hoje a primeira das 3 aulas do curso acima (recomendadíssimo para quem mora no Rio), hoje especificamente sobre o funcionamento da engrenagem de uma editora "de verdade" (considerada ativa, ou seja, com vendagem mínima acima de 5.000 exemplares anuais) e, dentre várias histórias e cases comentados, o que mais me marcou foi uma frase dita pela dona da novíssima Foz Editora, Isa Pessoa... Nada de mais; até obvia. Mas que me fez repensar certos (pre)conceitos de escritor que eu tinha, principalmente por vir de uma profissional notadamente apaixonada pelo que faz e, sobretudo, que tem pelo produto Livro o mesmo apreço, respeito, lealdade (quase veneração) que um autor tem por sua obra:

"Uma editora não é uma ONG"

Foi muito interessante (re)conhecer a mesma relação de amor "de pai(mãe) para filho" com o produto livro, que o escritor possui com sua cria.
Algo assim do tipo... O autor seria o "pai de primeira viagem", tendo seu primeiro filho, babão, inocente, perdido; enquanto o editor seria o "dono da creche". (rs!)
Inclusive, nas dicas dadas por ela na parte de como enviar originais para as editoras, achei muito interessante e finalmente entendi porque não se deve enviar a "obra fechada", ou mesmo capas e demais elementos que ultrapassem a essência das obras a serem analisadas... Pois o verdadeiro editor gosta, e quer!, participar também do processo criativo daquele "rebento". Quer opinar, sugerir uma troca aqui, um acréscimo acolá; mesmo em novas obras de escritores renomados!

Sim, autores de plantão... O editor também se vê (quando decide apostar/escolher uma obra) como "autor" daquele futuro livro que você, escritor babão, sempre considerou só seu... (rs!) Afinal de contas, quem vai "bancar" as fraldas todas, listinha de materiais do colégio, remédios, passeios, faculdade, intercâmbio... Quem irá "preparar para o mundo" o seu embrião, será ele/ela! 

Enfim... Estou gostando muito de participar destas aulas!
Espero poder trazer mais um pouquinho do que estarei observando nesta semana sobre o Mercado Editorial para vocês!

Amanhã (hoje!) será a vez dos e-books! Aguardem... 
;)

Forte abraço,
Paz e Bem!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Contagem Regressiva!



Natal, Natal, Natal...

Para quem não teve a chance de encontrar um Papai Noel neste Natal que já passou (tudo voa nesta época!), segue abaixo uma montagem postada lá na Fan Page do livro, no Facebook (www.facebook.com/subterbook). 




Ainda em tempo, um "SUBTERNATAL" para todos por aqui e um Ano-Novo repleto de Realizações!

Forte abraço,

Paz e Bem!




sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Um E-book "de carne e osso" !


  A tecnologia dos tempos modernos muitas vezes nos serve não apenas para possibilitar saltos enormes entre o velho e o novo, mas também para amenizar/suavizar o natural estranhamento frente as distancias tão incrivelmente percorridas.

   Muitas vezes, precisamos embalar estas "novidades" com envólucros que nos remetam ao conhecido (e seguro) terreno do início deste salto, de onde partiu o impulso para os nossos pés alcançarem o anteriormente inatingível.

   Na fase de transição entre o velho e o novo, é preciso "re" inovar, progredir regressando ("pró"gresso); dando forma ao etéreo, realidade à imaginação, concretude ao virtual.

   Embalar um "novo" (no que diz respeito a tecnologia utilizada) livro, por exemplo, pode se transformar em uma experiência única; um paradigma paradoxal.

 Como presentear, fisicamente / presencialmente, uma pessoa querida com um "link", um arquivo virtual...? Como dar um recém-publicado livro, eletrônico (e-book), para alguém "em mãos"...?

   Passei por isso, recentemente, com meu mais novo rebento... 

   Foi interessante criar algumas versões físicas de um produto virtual, remetendo à sua forma "clássica" de apresentação, mas sem perder o "brilho" da modernidade.

   Aproveito para compartilhar aqui o resultado desta verdadeira "experiência fósmea"... (rs!)

   Acabei gerando uma versão "pseudo-física" (eita!) de meu Romance, o e-book "SUBTERFÚGIO" (www.seulivropronto.com), criada para presentear pessoas queridas em minha vida e que ainda precisam "segurá-lo nas próprias mãos" para acreditarem em sua existência.

   O antigo conceito do "ver para crer"! (rs!)

  Nestes tempos difíceis para escritores e editores, "teclemos" com afinco: 

   "São Tomé, rogai por nós!"


:)




 Adquira já o seu!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Degustação

Foi liberado recentemente o Primeiro Capítulo do romance SUBTERFÚGIO.



Em pleno período de lançamento, as primeiras páginas da obra foram disponibilizadas para visualização no site oficial de divulgação e venda do livro.




Também foi criada uma "subterpage" do livro na rede social Facebook, onde é possível encontrar um rico material sobre a 1ª edição da obra, incluindo álbuns de fotos e informações diversas à respeito da publicação.


        

 Não deixe de visitar e dar uma "curtida" na nova página!

Clique aqui!


domingo, 2 de setembro de 2012

Lançamento!

 Chegou SUBTERFÚGIO, Romance de Ricardo Gnecco Falco  -  Versão E-book.


  Um grupo de amigos reencontra-se em uma misteriosa festa, após um longo e incômodo período de separação.
    Os fatos vão sendo apresentados aos poucos, temporalmente diluídos em uma trama instigante, como um efeito de dominó, onde o ato de um personagem pode gerar uma longínqua lembrança ou mesmo apenas uma frase dita em determinado momento pode sugerir, ou quem sabe até mesmo explicar, tanto o futuro quanto o passado.
      Aliás, neste livro a única coisa incerta parece ser mesmo o presente.
    Mas como saber se determinado momento representa o futuro ou o passado? Qual será o presente? Onde tudo começa? Ou, principalmente... Onde tudo acaba, acabou, acabará?
     Uma intrigante história de amor; um efusivo Romance.
   Complexo, perplexo, convexo.
   Todas as passagens deste livro estão interligadas por uma quase invisível linha, que costura os anos e os acontecimentos de forma coloidal, dando margens a suposições e, em determinados momentos, até mesmo distanciando o leitor da trama principal para, sorrateiramente, propiciar aos próprios personagens um contato mais íntimo.
   Isto fará o leitor sentir-se como um simples remendo. Um mero pedaço de pano que servirá como álibi para a inacreditável agulha que certamente desafiará o mais corajoso leitor no costurar desta obra, espetando-o sempre que o mesmo teimar em decifrá-la, a cada virada de página.

                          
   




          Adquira já o seu E-book!

Arquivo em  .pdf  para visualização em
qualquer tipo de sistema ou plataforma.

E-readers, tablets, celulares...



       Leia quando quiser, onde você estiver!     



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Antologia DESENCONTOS

Organizador: Ricardo Gnecco Falco 

A produção de um livro é algo extremamente complexo. Principalmente, quando a obra em questão trata-se de uma coletânea de contos, de temáticas diversas, de diferentes escritores/estilos. Uma antologia de contos sem nenhuma afinidade, nenhuma linha de conexão, nada em comum. Exceto... Exatamente isto.
Reunindo 13 (treze) contos ficcionais de 7 autores independentes, sem fins lucrativos e/ou comerciais, a antologia DESENCONTOS nasceu da união de diferentes forças.



Além dos autores, vários outros profissionais do livro participaram do processo da produção deste mimado rebento. 
Desde a criação e apresentação dos textos originais, avaliados então em uma reunião para escolha das obras que formariam o presente livro (conselho editorial), os escritos ainda passaram por algumas revisões textuais (coordenadas por uma equipe de revisores), depois pelo processo de diagramação (realizada pelo designer gráfico que vos escreve :-), até a finalização propriamente dita do produto livro (impressão do miolo, da capa, acabamentos, fechamento de arquivo - e-book - e remessa dos exemplares impressos).





Partindo da reflexão da importância da vivência de cada fase que compõe o desenvolvimento de um projeto de produção de um livro (físico e virtual), surgiu a presente obra. 
  
Da criação intelectual ao produto final, várias etapas foram cuidadosamente executadas por uma afinada e verdadeira equipe de Produção Editorial. 
  
O resultado foi esse aí abaixo, a antologia DESENCONTOS.













Link para a versão eletrônica da obra (e-book):



Boa leitura!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Delirium Tropicalis

por Ricardo Gnecco Falco



Avistara a mesa recém-liberada do outro lado do salão.

O restaurante estava lotado. O centro da cidade estava lotado. O metrô, pela manhã, lotado. As calçadas, já na hora do almoço, lotadas. A galeria, o elevador... Provavelmente, lembrou-se das pilhas de relatórios que lotavam sua sala em algum prédio próximo àquela rua, também lotada.

Correu.

Aquele seria possivelmente o único momento somente dele no dia e, driblando as bolsas dependuradas nas costas das cadeiras, percorreu com desenvoltura o labirinto formado entre as mesas lotadas de clientes famintos. Gente como ele. Executivos, consultores, empresários... E, sem parcimônia, se jogou à frente das duas estupefatas moças que já se preparavam para a posse daquele almejado pedaço de madeira.

Praticamente delas.

Duas jovens secretárias, uma delas visivelmente grávida, e que há bastante tempo esperavam o longo final da degustação que o casal anteriormente ali sentado teimara em empreender, descompassivo ao extremo. Cercaram a área ao redor do disputado altar que exaltavam em silêncio com os olhos e, então... Aquilo.

Uma verdadeira invasão bárbara.

O rapaz traçara uma rota inimaginável por entre as apertadas mesas do estabelecimento, atingindo, com maestria, o solo no qual fincara sua bandeja contendo o prato de salada, talheres e a garrafinha de mate natural. Da casa. Nada nem ninguém ali conseguiria ser mais cruel, insensível e maquiavélico do que ele.

As coitadas das moças, indefesas, de bandejas nas mãos e incredulidade nos rostos, não puderam contar sequer com os olhares possivelmente recriminadores das pessoas em volta. Mesmo cercadas por tanta gente, as duas tornaram-se vítimas passivas de um crime sem testemunhas, ou registro. Praticamente, ninguém viu ou percebeu o desenrolar daquela cena; daquela manobra asquerosa, covarde.

Uma perfeita jogada de mestre.

Mesmo que trapaceiro, cruel, insensível... Mas sim, um mestre. O rapaz parecia realmente nem se incomodar com o ato que cometera. Como se “se dar bem” fosse o lema de sua vida e um glorioso destino pertencesse indubitavelmente aos mais espertos, como certamente ele se julgava. Demostrava, de fato, estar orgulhoso de si e de suas atitudes.

Desdém.

Mas, mesmo do alto de sua aparente prepotência, não percebera a senhora que o observava de longe. Na verdade, quase ninguém notou a mulher sentada do outro lado do salão, na ponta oposta ao local do ocorrido.  

Uma senhora muito estranha.

Aparentando sabe-se lá qual idade, levantou-se calmamente. Pegou sua bandeja com o prato já vazio e, arrastando sua longa saia, caminhou, da mesma maneira que se erguera, até as duas moças, ainda paradas, de pé, no centro do salão, à procura de algum lugar onde pudessem, finalmente, agora apenas deglutir o conteúdo já gelado de seus pratos.

Mostrou-lhes a mesa estranhamente ainda vazia de onde saíra e, na sequência, terminou seu trajeto bem ao lado do jovem executivo, entretido com sua comida saudável. Então, no exato momento em que as duas mulheres, enfim, arrumavam-se na outra mesa, no extremo oposto do salão, ela sentou-se calmamente diante dele.

Uma senhora de feições oblíquas.

Não conseguiu entender sequer uma das várias palavras que a velha proferiu, pois com o restaurante lotado, em plena hora do almoço no centro da cidade, o barulho estava uma loucura. Parecia outra língua. Talvez Latim; ou algum dialeto há muito esquecido. O fato é que o tom ameno com que foram ditas estas palavras contrastava e muito com o brilho que recebia daquele par de olhos sinistros, fixados nos seus como lanças afiadas.

Mumificados.

Perdeu a fome. A noção do tempo e espaço. As batidas do coração, audição, tato. Até a cor. À noite, sonhou com aquela figura estranha e com o som tenebroso daquelas palavras repletas de significados desconhecidos.

Ficou algumas semanas sem aparecer novamente naquele estabelecimento.

Quando deu as caras finalmente por lá, estava bem diferente. Mais magro, abatido, com olheiras gigantescas e um olhar desesperador. Tenso, ao extremo. Mas, ao avistar o conhecido salão completamente lotado, pareceu formar-se um micro sorriso no canto de sua boca. Correu no instante em que percebeu uma mesa a vagar.

Sentou-se, com muita pressa.

Comia tão rápido que as pessoas em volta chegavam a comentar. Entre uma garfada e outra, olhava em todas as direções, como se um perigo iminente pudesse surgir de qualquer parte, num ângulo de 360 graus naquele salão.

Atormentado.

Talvez por causa de seu agir nervoso, o grupo da mesa ao lado terminou rapidamente a rodada de sobremesa e não tardou em levantar. Mal as pessoas retiraram as bandejas de cima da mesa, o bem vestido rapaz praticamente saltou de onde estava, ainda mastigando alguma coisa, para cima dela.

Afoito.

E a manobra repetiu-se por diversas vezes, aumentando gradativamente o mal-estar que acabou tomando conta de todo o salão. Várias pessoas deixaram o restaurante às pressas e muitos clientes abandonaram seus pratos ainda não terminados.

Assustados com aquilo.

O homem não conseguia mais ficar parado em uma mesa só. A única exceção era se todas as demais estivessem lotadas. Se alguma vagasse, mesmo que do outro lado do salão, ele levantava e saía correndo, desesperado, com a bandeja na mão, até alcançar esta nova mesa liberada e nela arranjar-se. Podia estar no meio de uma garfada, ou acabado de sentar-se, o que fosse...

Ele era impelido sempre a pular para a próxima mesa que vagasse.

Isto lhe causara um estado de nervos tão desconcertante que em suas feições podia-se ver uma angústia profunda. O oposto do que fora visto naquela vez, semanas atrás, quando ele parecia feliz com o seu “feito”; como se estivesse mesmo contente pela pernada que conseguira dar naquelas duas coitadas, roubando-lhes a mesa e rapidamente acomodando-se, em meio ao restaurante lotado.

Satisfação.

Diferentemente de agora, pois a amarga expressão no rosto deste aflito rapaz denotava extremo cansaço. Era como se fosse obrigado a fazer aquilo. Como se agisse daquela forma insana, involuntariamente. Um cacoete desesperador.

Uma sina.

Ou praga. Pois sua até então confortável vida virara do avesso no exato instante em que cruzara com aquela intrigante senhora... Esta sim, aterrorizante. E nunca mais a vira novamente. Passara a tomar diversos remédios, a maioria com tarjas pretas. Mas, sentia-se diferente.

Ele havia mudado.

Outro dia, no metrô, na volta para casa, teve os pensamentos interrompidos pela movimentação dentro do coletivo lotado que, ao parar em uma das estações, acolheu mais alguns viajantes. Dentre eles, uma moça, grávida, de aparência cansada.

Para quem, de imediato, fez questão de ceder seu lugar...


* * *

domingo, 26 de junho de 2011

O Sorriso da Lua

por Ricardo Gnecco Falco
Era mesmo como um fiapo branco.

Curvilíneo, ligando as duas pontas de um infinito negro. Um risco torto de claridade numa lousa insana e triste. Não havia estrelas, fixas ou cadentes. Só a antagonia visceral de um breu sobrecarregado pela luz.

O rosto astuto do céu mirando-me em brilho.

Senti a ameaça em cada poro da pele, arrepiada pela brisa noturna. O ressoar oculto de um deserto sábio e incerto, trazendo-me a única certeza comum aos viventes de toda a Humanidade.

Clara como a Lua.

O despertar de outrora estava lá fora agora, dormindo. Dentro da caixa de madeira repleta de flores restavam apenas os sonhos.

Já em processo de decomposição.

Encarei então, finalmente, o suave sorriso que me chamava; clamava... Sereno.

O gracejo da Lua.

Ri. De verdade. Do fundo de minhas vontades. Sorri com a própria alma, liberta de iniquidade. E, naquele exato instante, revivendo o momento instigante, lembrei-me da frase infante.

A Lua está parecendo um sorriso.

Dita no banco de trás do carro. Instantes antes... O assunto era outro, completamente diferente. Nada a ver. Nada a ver com a Lua. Com a beleza da Lua que só ele via.

E que espalhar queria.

Tudo a ver e ninguém via. Só ele. A frase pairou no interior do veículo como um risco sobre a imensidão mortal, padecendo de atenção. Um pequeno silêncio, reverberando-se antes do eterno calar.

Captada, é claro, primeiramente, por seu sensível radar.

Ecoou na mente de todos ali. Preencheu de silêncio a desconexa correria do dia a dia. Reverteu a agitação mental oriunda dos cosmopolitas estímulos para a transcendental meditação cósmica.

A Lua.

Tanta pressa para percorrer os caminhos e tanta animosidade ao chegar ao fim. Tanto tempo perdido em discursos, em vãs tentativas de firmar-se, para ao final só restar a inércia.

E a impossibilidade da despedida.

Quantas palavras, frases, gestos... Quando, ao cabo, é a silenciosa lembrança dos momentos singelos a ficar.

E o sorriso.

No luar.


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